Diziam pelas ruas que de pura só tinha o nome
Desconfiado com a voz suave de menina, resolvi averiguar
Por pouco não levei um tombo, a danada quase conseguiu me enganar
Delicada, sorriso amarelo, pose de boa moça
Porém, quase esperta
A pobre era bonita, mas carente de afeto
Dei-lhe o que precisava, arrancando depois sem dó nem piedade
Doeu um pouco em mim, mas valeu para provar o quão ingrata era
Depois de revelada decidiu esbravejar
Ora, Inocência!
Tu que sofres de malemolência
Esperas que eu fiques a me borrar?
Sou homem maduro
E depois, entenda:
Boatos espantam só os fracos
Vai embora, menina
Tu não passas apenas de um substantivo alegórico